Especulações sobre saída de Neto Ferreira da CBF alimentam debate sobre estratégia política para 2026.

Especulações sobre o possível afastamento de Neto Ferreira da diretoria de Competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ganham força, levantando dúvidas sobre uma movimentação estratégica para o ano eleitoral de 2026. A hipótese é que Ferreira, reconduzido ao cargo na gestão do presidente Samir Xaud, seria substituído por seu aliado histórico, Gustavo Dantas, atualmente no comando da direção de Seleções.

ESPORTE

1/2/20261 min read

A principal questão é se a mudança seria uma formalidade burocrática ou uma manobra para liberar Ferreira, figura com trânsito político, para atuar na defesa dos interesses da CBF durante o turbulento pleito nacional de 2026. A entidade tem enfrentado crescentes críticas e ofensivas de setores políticos.

O que está em jogo
A nomeação de Gustavo Dantas para o estratégico cargo de diretor de Seleções foi um dos primeiros atos de Xaud. Gustavo é visto como homem de confiança do presidente e uma figura influente nos bastidores do futebol, especialmente no Nordeste. Neto Ferreira, por sua vez, foi reconduzido à direção de Competições, função que já exerceu com sucesso em gestões anteriores.

A relação próxima entre os dois – foram presidente e vice da Federação Alagoana de Futebol por três mandatos – alimenta a teoria de que qualquer movimentação seria uma reorganização interna entre aliados, e não um afastamento por discordância.

Contexto e motivações possíveis
O cenário político nacional e a proximidade da Copa do Mundo de 2026 tornam qualquer mudança na cúpula da CBF sensível. Dois cenários são os mais prováveis para explicar a especulação:

1. Concentração de poder: O presidente Samir Xaud estaria colocando funções ainda mais críticas nas mãos de seu principal aliado, Gustavo, para garantir alinhamento total em um ano decisivo.

2. Manobra política: A saída de Ferreira de um cargo executivo interno poderia ser um movimento para liberá-lo para atuar de forma mais ampla na articulação política, blindando a CBF em Brasília.

Seja qual for o desfecho, o episódio revela que a nova gestão da CBF prioriza a política de bastidores, concentrando decisões em um núcleo próximo de confiança e preparando-se para os desafios que vão além das quatro linhas.